Luzes, cores, muito movimento e um teste para os seus reflexos…

"Matrix do Ventre" (Captura Digital - F=5.6 V=1/60 - ISO 800)
… O resultado é totalmente imprevisível, mas nem por isso pode deixar de ser surpreendente. Vale a pena a aventura!
Se você é daqueles que não gostam que e o assunto fique se mexendo pra lá e pra cá no visor quando está fotografando, e prefere assuntos mais estáticos, que permitam compor a foto com calma e prestando atenção a todos os detalhes, fotografar um espetáculo de dança do ventre é uma ótima oportunidade para sair do seu quadrado e treinar seus reflexos.
Num espetáculo assim, você não tem controle sobre quase nada, nem sobre os movimentos das dançarinas e o seu posicionamento no palco, nem sobre a iluminação em cena, e tem que tomar decisões sobre enquadramento e ajustes de abertura e de velocidade de disparo muito rapidamente – quase que por instinto. O resultado é totalmente imprevisível, mas nem por isso pode deixar de ser surpreendente! Vale a pena a aventura.
Seu desafio como fotógrafo é mergulhar no “caos”(*) visual e tentar extrair alguma coisa interessante, fotograficamente falando. (*) Quando, através do visor de sua câmera, você estiver olhando para várias dançarinas fazendo suas coreografias ao mesmo tempo, vai entender o que eu quis dizer com a palavra “caos”.

Dança dos Véus (Captura Digital - F=3.5 V=1/40 - ISO 400)
Deixe o perfeccionismo de lado e experimente…
Quando se está fotografando um assunto como esse, você não tem muito tempo para pensar em composição, enquadramento e medição da luz, da forma como costuma fazer quando o assunto está ali parado, esperando por você, pois senão acaba fotografando é nada. No começo você vai até se perguntar, meio perdido em meio a tantas possibilidades, “- Pra que lado eu olho?”. Seja bem-vindo ao time! Olhe pra tudo o que conseguir. Vá escaneando o cenário com sua objetiva. Alguma coisa chamou a atenção? Siga o assunto por algum tempo para ver no que vai dar. Quando vier aquele pensamento “- Acho que isso dá uma foto!”, segure firme a sua câmera (para não tremer a foto) e dispare.

Fique atento aos detalhes (Captura Digital - F=5.6 V=1/50 - ISO 800)
Não tenha medo de errar, o negócio é pura tentativa e erro mesmo. É como jogar na loteria. Você escolhe os números da velocidade, do diafragma e do ISO, aposta em uma possível imagem interessante, e a sorte irá dizer se você conseguiu uma foto legal ou não.
Varie o enquadramento, incline a câmera, aproxime / afaste o assunto utilizando o zoom, procure detalhes, cores, linhas, use e abuse das baixas velocidades para captar os movimentos. Faça o que der na telha.
> Dicas do Daniel
Um olho no fotômetro e outro no “chutômetro”
Supondo que você esteja utilizando uma câmera digital que permita controlar manualmente a velocidade do obturador, abertura e sensibilidade de ISO, comece fazendo algumas fotos de teste para avaliar a iluminação do local e ter um ponto de partida. Provavelmente será preciso utilizar valores elevados de ISO entre 800 e 1600. Com muita sorte, em alguns momentos você vai poder utilizar um ISO 400. Sim, as imagens vão ficar com algum nível de “ruído”, ou seja, mais granuladas, mas é o preço a pagar. Se isso ajuda, pense no lado artístico! Felizmente, as câmeras mais recentes têm evoluído na redução de ruídos nas sensibilidades mais altas.

(Captura Digital - F=5.6 V=1/50 - ISO 400)
Nesse tipo de apresentação, as condições de iluminação podem variar drasticamente de um momento para o outro. Além do fotômetro da câmera, você vai ter que aprender a utilizar o seu “chutômetro” para definir a exposição. Por essa razão aconselho a fotografar sempre no formato RAW (pronuncia-se “Ró”), se a sua câmera permitir e se você tiver cartões de memória suficientes, pois os arquivos são consideravelmente mais “pesados”. O formato RAW salva a imagem bruta captada pelo sensor da câmera, permitindo ajustes de exposição posteriormente, no computador. Se a foto ficou um pouco escura, dá para clarear, se saiu clara, dá para escurecer um pouco, mantendo a qualidade. Quando a câmera salva a imagem em arquivo JPG, ela comprime o arquivo e descarta muitas informações, prejudicando consideravelmente ajustes de exposição posteriormente.
E mais…
- Deixe o perfeccionismo de lado.
- Não use flash: além de não ser permitido por atrapalhar a apresentação, a luz do flash irá estragar o clima da iluminação de cena. Seu desafio é justamente esse, trabalhar com a iluminação disponível e utilizá-la a seu favor.
- Contar com uma lente com estabilizador de imagem ajuda e muito a evitar fotos tremidas em situações de pouca luz e muito movimento.
Veja mais fotos em:
http://picasaweb.google.com/dsviech/ExposicaoDancaDasMilEUmaNoites#
Última edição em: 18/11/2009
A Magia da Dança do Ventre
Luzes, cores, muito movimento e um teste para os seus reflexos…
Se você é daqueles que não gostam que e o assunto fique se mexendo pra lá e pra cá no visor quando está fotografando, e prefere assuntos mais estáticos, que permitam compor a foto com calma e prestando atenção a todos os detalhes, fotografar um espetáculo de dança do ventre é uma ótima oportunidade para sair do seu quadrado, e treinar seus reflexos. Num espetáculo assim, você não tem controle sobre quase nada, nem sobre os movimentos das dançarinas, nem sobre a iluminação em cena, e tem que tomar decisões sobre enquadramento e ajustes de abertura e a velocidade de disparo muito rapidamente – quase que por instinto. O resultado é totalmente imprevisível, mas nem por isso pode deixar de ser surpreendente! Vale a pena a aventura.
Seu desafio como fotógrafo é mergulhar no “caos”(*) visual e tentar extrair alguma coisa interessante, fotograficamente falando. (*) Quando, através do visor de sua câmera, você estiver olhando para várias dançarinas fazendo suas coreografias ao mesmo tempo, vai entender o que eu quis dizer com a palavra “caos”.
Deixe o perfeccionismo de lado, experimente e… divirta-se!
Quando se está fotografando um assunto como esse, você não tem muito tempo para pensar em composição, enquadramento e medição da luz, da forma como costuma fazer quando o assunto está ali parado, esperando por você, pois senão acaba fotografando é nada. No começo você vai até se perguntar, meio perdido, “- Pra que lado eu olho?”. Seja bem-vindo ao time! Olhe pra tudo o que conseguir. Vá escaneando o cenário com sua objetiva. Alguma coisa chamou a atenção? Siga o assunto por algum tempo para ver no que vai dar. Quando vier aquele pensamento “- Acho que isso dá uma foto!”, segure firme a sua câmera (para não tremer a foto) e dispare.
Não tenha medo de errar, o negócio é pura tentativa e erro mesmo. É como jogar na loteria. Você escolhe os números da velocidade, do diafragma e do ISO, aposta em uma possível imagem interessante, e a sorte irá dizer se você conseguiu uma foto legal ou não. Você é um explorador: varie o enquadramento, incline a câmera, aproxime / afaste o assunto utilizando o zoom, procure detalhes, cores, linhas, use e abuse das baixas velocidades para captar os movimentos. Faça o que der na telha.
Dicas do Daniel
Um olho no fotômetro e outro no “chutômetro”
Supondo que você esteja utilizando uma câmera digital que permita controlar manualmente a velocidade do obturador, abertura e sensibilidade de ISO, comece fazendo algumas fotos de teste para avaliar a iluminação do local e ter um ponto de partida. Provavelmente será preciso utilizar valores elevados de ISO entre 800 e 1600. Com muita sorte, em alguns momentos você vai poder utilizar um ISO 400. Sim, as imagens vão ficar com ”ruído”, ou seja, mais granuladas, mas é o preço a pagar. Se isso ajuda, pense no lado artístico! Felizmente, as câmeras mais recentes têm evoluído na redução de ruídos nas sensibilidades mais altas.
Nesse tipo de apresentação, as condições de iluminação podem variar drasticamente de um momento para o outro. Além do fotômetro da câmera, você vai ter que aprender a utilizar o seu “chutômetro” para definir a exposição. Por essa razão aconselho a fotografar sempre no formato RAW (pronuncia-se “Ró”), se a sua câmera permitir e se você tiver cartões de memória suficientes, pois os arquivos são consideravelmente mais “pesados”. O formato RAW salva a imagem bruta captada pelo sensor da câmera, permitindo ajustes de exposição posteriormente, no computador. Se a foto ficou um pouco escura, dá para clarear, se saiu clara, dá para escurecer um pouco, mantendo a qualidade. Quando a câmera salva a imagem em arquivo JPG, ela comprime o arquivo e descarta muitas informações, prejudicando consideravelmente ajustes de exposição posteriormente.
E mais…
- Dê uma folga ao perfeccionismo.
- Não use flash: além de não ser permitido por atrapalhar a apresentação, a luz do flash irá estragar o clima da iluminação de cena. Seu desafio é justamente esse, trabalhar com a iluminação disponível e utilizá-la a seu favor.
- Ter uma lente com estabilizador de imagem ajuda e muito a evitar fotos tremidas em situações de pouca luz e muito movimento.