Sr. Hugo, fanático pela Skol, do bar Nosso Cantinho - Lapa (PR)

Sr. Hugo, fanático pela Skol, do bar Nosso Cantinho - Lapa (PR)

É muito gratificante ver o nosso trabalho publicado, finalmente impresso – materializado!

As fotos deste post foram realizadas em maio para a revista Notícias da Gente, publicada pela Editora TRIP para a AmBev, que acaba de sair do forno e circula em bares de todo o Brasil.

Uma coisa legal de ser fotógrafo é que você sempre está conhecendo novas pessoas e  novos lugares,  dependendo do trabalho que tenha que realizar. Na maioria das vezes, você sai para o trabalho sem ter a menor ideia de como é o lugar a ser fotografado nem de como serão as pessoas que irá encontrar e fotografar.

Notícias da Gente - 33 - seção "Sou Fã"

Mesmo que tenha conversado pelo telefone previamente para combinar o horário da sessão de fotos, você sempre cai meio que de “paraquedas” nos lugares, em meio à rotina de alguém que nem sabe quem você é. A primeira coisa que falo para quebrar o gelo é “- Oi, eu sou o fotógrafo…”. E é muito legal ver que as pessoas estão sempre dispostas a colaborar em tudo o que for preciso. Pelo menos até agora não me aconteceu de alguém me mandar embora depois de me ouvir dizer “- Oi, eu sou o fotógrafo…”:-P

Para este trabalho, tive a oportunidade de ir até a Lapa (PR) para fotografar o sr. Hugo, dono de um bar e fanático pela cerveja Skol, tanto é, que foi parar na seção “Eu sou fã”.

Para a seção “Saideira”, fui a Almirante Tamandaré (PR), fotografar a dona Lena, comandante do Bar do Jair, e o vendedor da Ambev, Naudimar.

Dona Lena em seu bar em Almirante Tamandaré, e Naudimar em fotos para a seção Saidera.

Dona Lena em seu bar em Almirante Tamandaré, e Naudimar, da AmBev, em fotos para a seção Saidera.

Agradeço ao sr. Hugo, do Nosso Cantinho, na Lapa, à dona Lena, do Bar do Jair, em Almirante Tamandaré (PR), e ao Naudimar, vendedor da AmBev, por sua colaboração e paciência em meio a tantos cliques e pausas para ajustar a iluminação, mudar de local, experimentar uma pose diferente, etc… Eles sabem como ninguém que vida de modelo não é fácil… :-P Mas tiraram de letra!

Luzes, cores, muito movimento e um teste para os seus reflexos…


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"Matrix do Ventre" (Captura Digital - F=5.6 V=1/60 - ISO 800)


… O resultado é totalmente imprevisível, mas nem por isso pode deixar de ser surpreendente. Vale a pena a aventura!

Se você é daqueles que não gostam que e o assunto fique se mexendo pra lá e pra cá no visor quando está fotografando, e prefere assuntos mais estáticos, que permitam compor a foto com calma e prestando atenção a todos os detalhes, fotografar um espetáculo de dança do ventre é uma ótima oportunidade para sair do seu quadrado e treinar seus reflexos.

Num espetáculo assim, você não tem controle sobre quase nada, nem sobre os movimentos das dançarinas e o seu posicionamento no palco, nem sobre a iluminação em cena, e tem que tomar decisões sobre enquadramento e ajustes de abertura e de velocidade de disparo muito rapidamente – quase que por instinto. O resultado é totalmente imprevisível, mas nem por isso pode deixar de ser surpreendente! Vale a pena a aventura.

Seu desafio como fotógrafo é mergulhar no “caos”(*) visual e tentar extrair alguma coisa interessante, fotograficamente falando. (*) Quando, através do visor de sua câmera, você estiver olhando para várias dançarinas fazendo suas coreografias ao mesmo tempo, vai entender o que eu quis dizer com a palavra “caos”.


Cores em movimento

Dança dos Véus (Captura Digital - F=3.5 V=1/40 - ISO 400)

Deixe o perfeccionismo de lado e experimente…

Quando se está fotografando um assunto como esse, você não tem muito tempo para pensar em composição, enquadramento e medição da luz, da forma como costuma fazer quando o assunto está ali parado, esperando por você, pois senão acaba fotografando é nada. No começo você vai até se perguntar, meio perdido em meio a tantas possibilidades, “- Pra que lado eu olho?”. Seja bem-vindo ao time! Olhe pra tudo o que conseguir. Vá escaneando o cenário com sua objetiva. Alguma coisa chamou a atenção? Siga o assunto por algum tempo para ver no que vai dar. Quando vier aquele pensamento “- Acho que isso dá uma foto!”, segure firme a sua câmera (para não tremer a foto) e dispare.

Fique atento aos detalhes (Captura Digital - F=5.6 V=1/50 - ISO 800)

Fique atento aos detalhes (Captura Digital - F=5.6 V=1/50 - ISO 800)

Não tenha medo de errar, o negócio é pura tentativa e erro mesmo. É como jogar na loteria. Você escolhe os números da velocidade, do diafragma e do ISO, aposta em uma possível imagem interessante, e a sorte irá dizer se você conseguiu uma foto legal ou não.

Varie o enquadramento, incline a câmera, aproxime / afaste o assunto utilizando o zoom, procure detalhes, cores, linhas, use e abuse das baixas velocidades para captar os movimentos. Faça o que der na telha.

> Dicas do Daniel

Um olho no fotômetro e outro no “chutômetro”

Supondo que você esteja utilizando uma câmera digital que permita controlar manualmente a velocidade do obturador, abertura e sensibilidade de ISO, comece fazendo algumas fotos de teste para avaliar a iluminação do local e ter um ponto de partida. Provavelmente será preciso utilizar valores elevados de ISO entre 800 e 1600. Com muita sorte, em alguns momentos você vai poder utilizar um ISO 400. Sim, as imagens vão ficar com algum nível de “ruído”, ou seja, mais granuladas, mas é o preço a pagar. Se isso ajuda, pense no lado artístico! Felizmente, as câmeras mais recentes têm evoluído na redução de ruídos nas sensibilidades mais altas.

(Captura Digital - F=5.6 V=1/50 - ISO 400)

(Captura Digital - F=5.6 V=1/50 - ISO 400)

Nesse tipo de apresentação, as condições de iluminação podem variar drasticamente de um momento para o outro. Além do fotômetro da câmera, você vai ter que aprender a utilizar o seu “chutômetro” para definir a exposição. Por essa razão aconselho a fotografar sempre no formato RAW (pronuncia-se “Ró”), se a sua câmera permitir e se você tiver cartões de memória suficientes, pois os arquivos são consideravelmente mais “pesados”. O formato RAW salva a imagem bruta captada pelo sensor da câmera, permitindo ajustes de exposição posteriormente, no computador. Se a foto ficou um pouco escura, dá para clarear, se saiu clara, dá para escurecer um pouco, mantendo a qualidade. Quando a câmera salva a imagem em arquivo JPG, ela comprime o arquivo e descarta muitas informações, prejudicando consideravelmente ajustes de exposição posteriormente.

E mais…
- Deixe o perfeccionismo de lado.
- Não use flash: além de não ser permitido por atrapalhar a apresentação, a luz do flash irá estragar o clima da iluminação de cena. Seu desafio é justamente esse, trabalhar com a iluminação disponível e utilizá-la a seu favor.
- Contar com  uma lente com estabilizador de imagem ajuda e muito a evitar fotos tremidas em situações de pouca luz e muito movimento.

Veja mais fotos em:

http://picasaweb.google.com/dsviech/ExposicaoDancaDasMilEUmaNoites#

Última edição em: 18/11/2009

A Magia da Dança do Ventre

Luzes, cores, muito movimento e um teste para os seus reflexos…

Se você é daqueles que não gostam que e o assunto fique se mexendo pra lá e pra cá no visor quando está fotografando, e prefere assuntos mais estáticos, que permitam compor a foto com calma e prestando atenção a todos os detalhes, fotografar um espetáculo de dança do ventre é uma ótima oportunidade para sair do seu quadrado, e treinar seus reflexos. Num espetáculo assim, você não tem controle sobre quase nada, nem sobre os movimentos das dançarinas, nem sobre a iluminação em cena, e tem que tomar decisões sobre enquadramento e ajustes de abertura e a velocidade de disparo muito rapidamente – quase que por instinto. O resultado é totalmente imprevisível, mas nem por isso pode deixar de ser surpreendente! Vale a pena a aventura.

Seu desafio como fotógrafo é mergulhar no “caos”(*) visual e tentar extrair alguma coisa interessante, fotograficamente falando. (*) Quando, através do visor de sua câmera, você estiver olhando para várias dançarinas fazendo suas coreografias ao mesmo tempo, vai entender o que eu quis dizer com a palavra “caos”.

Deixe o perfeccionismo de lado, experimente e… divirta-se!

Quando se está fotografando um assunto como esse, você não tem muito tempo para pensar em composição, enquadramento e medição da luz, da forma como costuma fazer quando o assunto está ali parado, esperando por você, pois senão acaba fotografando é nada. No começo você vai até se perguntar, meio perdido, “- Pra que lado eu olho?”. Seja bem-vindo ao time! Olhe pra tudo o que conseguir. Vá escaneando o cenário com sua objetiva. Alguma coisa chamou a atenção? Siga o assunto por algum tempo para ver no que vai dar. Quando vier aquele pensamento “- Acho que isso dá uma foto!”, segure firme a sua câmera (para não tremer a foto) e dispare.

Não tenha medo de errar, o negócio é pura tentativa e erro mesmo. É como jogar na loteria. Você escolhe os números da velocidade, do diafragma e do ISO, aposta em uma possível imagem interessante, e a sorte irá dizer se você conseguiu uma foto legal ou não. Você é um explorador: varie o enquadramento, incline a câmera, aproxime / afaste o assunto utilizando o zoom, procure detalhes, cores, linhas, use e abuse das baixas velocidades para captar os movimentos. Faça o que der na telha.

Dicas do Daniel

Um olho no fotômetro e outro no “chutômetro”

Supondo que você esteja utilizando uma câmera digital que permita controlar manualmente a velocidade do obturador, abertura e sensibilidade de ISO, comece fazendo algumas fotos de teste para avaliar a iluminação do local e ter um ponto de partida. Provavelmente será preciso utilizar valores elevados de ISO entre 800 e 1600. Com muita sorte, em alguns momentos você vai poder utilizar um ISO 400. Sim, as imagens vão ficar com ”ruído”, ou seja, mais granuladas, mas é o preço a pagar. Se isso ajuda, pense no lado artístico! Felizmente, as câmeras mais recentes têm evoluído na redução de ruídos nas sensibilidades mais altas.

Nesse tipo de apresentação, as condições de iluminação podem variar drasticamente de um momento para o outro. Além do fotômetro da câmera, você vai ter que aprender a utilizar o seu “chutômetro” para definir a exposição. Por essa razão aconselho a fotografar sempre no formato RAW (pronuncia-se “Ró”), se a sua câmera permitir e se você tiver cartões de memória suficientes, pois os arquivos são consideravelmente mais “pesados”. O formato RAW salva a imagem bruta captada pelo sensor da câmera, permitindo ajustes de exposição posteriormente, no computador. Se a foto ficou um pouco escura, dá para clarear, se saiu clara, dá para escurecer um pouco, mantendo a qualidade. Quando a câmera salva a imagem em arquivo JPG, ela comprime o arquivo e descarta muitas informações, prejudicando consideravelmente ajustes de exposição posteriormente.

E mais…

- Dê uma folga ao perfeccionismo.

- Não use flash: além de não ser permitido por atrapalhar a apresentação, a luz do flash irá estragar o clima da iluminação de cena. Seu desafio é justamente esse, trabalhar com a iluminação disponível e utilizá-la a seu favor.

- Ter uma lente com estabilizador de imagem ajuda e muito a evitar fotos tremidas em situações de pouca luz e muito movimento.